sexta-feira, novembro 23, 2007

Tanto

Manhãs frias que correm por entre ventos que nos congelam os ossos e os miolos, deixando uma sensação de petrificação mental.
Sei que encontrei num qualquer canto espalhado neste mundo frio, onde outrora viajava sempre de olhos fechados, como num sonho... o escudo que me protege da chuva fria, da escuridão e até mesmo dos fantasmas... esses seres vindos do nada, trazendo consigo o sitio de onde vêm, achando-se senhores de tudo aquilo que gira à nossa volta.
Sei, porque te sei perto. E isso é tanto...
Abraça-me um pouco que o dia já vai longo e o frio teima em rondar o que é nosso.
Abraça-me...
E violentamente, arranca-me do peito o que a podridão escurece.

sexta-feira, novembro 16, 2007

Quase nunca

Tudo o que vejo, é como se viesse de dentro de mim, onde não se ir, quase nunca.
És chuva quente que me apaga o corpo, manchando-me os lençois de sangue e suor.
És o abraço que me oferece o mundo, mostrando-me subtilmente um canto teu
Pensamentos feitos de água, escorrem-me por entre os dedos e no coração apenas uma dormência se acumula... apenas uma.
E tudo o que vejo, é como se viesse do mundo interior, onde não sei estar, quase nunca.

segunda-feira, novembro 05, 2007

A primeira "carta de Amor"