sábado, janeiro 18, 2014

Da escrita

Há uma saudade que sempre espreita,
Um abraço esquecido,
Um beijo perdido…
Há uma saudade que se esconde,
que se apaga…
E em três letras, meu amor…
O vento sopra,
O dia amanhece,
E as palavras morrem…

sexta-feira, julho 06, 2012

Eco

Tenho as palavras a ecoar no horizonte como uma carta que é escrita por dentro, pela alma
Não adianta gastar tudo num beijo nem cobrir as manhãs de amor
Há um tempo que (sempre) pára em mim
Um filme a preto e branco que não termina, não tem fim.
Tem uma ponta de silêncio que (me) incomoda
Incrivelmente escondida na brisa que o vento faz

sexta-feira, junho 29, 2012

Sol



Segredavas-me o tempo no infinito
E a mim, só me apetecia morrer de amor
Morrer de vez em quando era a única coisa que me acalmava.
Depois, com a escrita... passei a inventar o mundo nos teus braços
Enchendo as manhãs de sol.


terça-feira, abril 03, 2012

Tudo aqui...

As coisas simples hoje parecem destorcidas,
Já não sei se é da noite,
Do frio, do medo,
Ou simplesmente da pequenez humana,
Não sei bem...

Está tudo ampliado, horrivelmente ampliado.

sexta-feira, novembro 11, 2011



quarta-feira, fevereiro 02, 2011

Apenas pó

Já se fazia tarde e eu teimava em bailar na noite escura e não sentia frio.
Tu eras a memória presente. Ausente.
Eu era pó
montes e montes de pó de sonhos sem fim
Estava escuro, tão escuro que todas as coisas pareciam iguais
Nada as defenia, mas eu não queria saber
bailava, sorria e não sentia frio, não sentia medo
Tu eras a memória ausente. Presente.
Eu era pó
montes e montes de pó.

sexta-feira, novembro 26, 2010

Tic Tac

Se fechares os olhos e susteres a respiração por instantes sentes o mundo rodar
tic-tac, tic-tac... é o bater do teu coração, do meu, do idoso que agora atravessa a rua, do pássaro que voa livre, tic tac
tic-tac Somos um, tudo se liga, tudo se transforma...
O mundo rodeia-te e rodas com ele
Num curto segundo, consegues voar, a vida surge-te num flash... e o que fica? O que é que relembras? O que é que realmente importa?
O tempo que dura?.... O tempo que foge?...
Fechas os olhos e o mundo é teu, a essência percorre-te as veias
Já não medes o tempo que respiras
medes a vida no tempo em que susténs a respiração

sexta-feira, novembro 12, 2010

Intuito

Parece que comi todas as palavras do mundo quando é estranha a sensação de voltar a escrever neste blog...
Não há palavras, não pode haver.
Assim, sabemos todos do que falamos.

quarta-feira, julho 14, 2010


- Oh Diogo, oh Joana!?!!!
- ´Qui` é???
- É ´qui` é`?
- Diga?
- Doi-me a barriga!
- Senhora?
- Ide buscar pão, sff.

quarta-feira, junho 02, 2010

Inerente


-de haver em ti restos dum mundo desfeito
Atrás do que julgamos conseguir calar,
há sempre uma palavra inteira,
uma voz que soa a solidão,
um sorriso embrulhado e esquecido em cima da mesa

Há-de haver em ti
uma surdez que todas as mãos entornam.