Espaços
Encolho-me nos lençóis e enrolo-me na escrita, sinceramente já deixei de tentar perceber o que tanto me inquieta. As pessoas aqui são todas iguais. Do avesso tudo parece normal e à janela o mundo escurece sempre um pouco mais quando o tempo corre devagar e me atira para o fundo duma qualquer alma nua, vazia de saudade.
Três horas e meia depois ponho um sorriso nos lábios… e lá vou eu, continuar a minha vida.
Não. Não falo de ou com infelicidade, sou demasiado curiosa para me sentir infeliz, e isto talvez nem explique nada.
Falo do que vejo espalhado pelos cantos, do vazio das mãos, do hoje e do amanhã sem um ontem… da falta do sentir, do sentir verdadeiro, que nos preenche de amor por todos os espaços que há.
Três horas e meia depois ponho um sorriso nos lábios… e lá vou eu, continuar a minha vida.
Não. Não falo de ou com infelicidade, sou demasiado curiosa para me sentir infeliz, e isto talvez nem explique nada.
Falo do que vejo espalhado pelos cantos, do vazio das mãos, do hoje e do amanhã sem um ontem… da falta do sentir, do sentir verdadeiro, que nos preenche de amor por todos os espaços que há.

2 Comentários:
Nem sei o que dizer... gosto muito do que escreves mas este teu último texto está simplesmente fantástico!
Beijinhos
Saudades tuas...saudades de flr ctg... Saudades de te contar as minhas coisas...da cumplicidade...
Sinto-me a perder tanta coisa...
Amo-te
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